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nov 15

Lista dos Esquemas

DESCONEXÃO E REJEIÇÃOThe Mummy 2017 film

Expectativa de que as necessidades de ter proteção, segurança, estabilidade, cuidado e ebirds-276191__180mpatia, de compartilhar sentimentos e de ser aceito e respeitado não serão satisfeitas de maneira previsível. A origem familiar típica é distante, fria, rejeitadora, refreadora, solitária, impaciente, imprevisível e abusiva.

  1. Abandono/instabilidade: percepção de que os outros com quem poderia se relacionar são instáveis e indignos de confiança. Envolve sensação de que pessoas importantes nãos serão capazes de continuar proporcionando apoio emocional, ligação, força ou proteção prática porque seriam emocionalmente instáveis e imprevisíveis, não mereceriam confiança ou só estariam presentes de forma errática; porque morreriam a qualquer momento, ou iriam abandoná-lo por outra pessoa melhor.
  2. Desconfiança/abuso: expectativa de que os outros irão machucar, abusar, humilhar, enganar, mentir, manipular ou aproveitar-se. Geralmente, envolve a percepção de que o prejuízo é intencional ou resultado de negligência injustificada ou extrema. Pode incluir a sensação de que sempre se acaba sendo enganado por outros ou “levando a pior”.
  3. Privação emocional: expectativa de que o desejo de ter um grau adequado de apoio emocional não será satisfeito adequadamente pelos outros. As três formas de privação mais importante são: cuidado; empatia; e proteção.
  4. Defectividade/vergonha: sentimento de que é defectivo, falho, mau, indesejado, inferior ou inválido em aspectos importantes, ou de não merecer o amor de pessoas importantes quando está em contato com elas. Pode envolver hipersensibilidade à critica, rejeição e postura acusatória; constrangimento, comparações e insegurança quando se está junto de outros, ou vergonha dos defeitos percebidos. Essas falhas podem ser privadas (como egoísmo, impulsos de raiva, desejos sexuais inaceitáveis) ou públicas (aparência física indesejável, inadequação social).
  5. Isolamento social/alienção: sentimento de que se está isolado do resto do mundo, de que se é diferente das outras pessoas e/ou de não pertencer a qualquer grupo ou comunidade.

AUTONOMIA E DESEMPENHO PREJUDICADOS

Expectativas, sobre si mesmo e sobre o ambiente que interferem na própria pecepção da capacidade de se separar, sobrevivebackground-163791__180r, funcionar de forma independente ou ter bom desempenho. A família de origem costuma ter funcionamento emaranhado, solapando a confiança da criança, superprotegendo ou não estimulando a criança para que tenha um desempenho competente extra-familiar.

  1. Dependência/incompetência: crença de que se é incapaz de dar conta das responsabilidades cotidianas de forma competente sem considerável ajuda alheia. Com freqüência, apresenta-se como desamparo.
  2. Vulnerabilidade ao dano ou à doença: medo exagerado de que uma catástrofe iminente cairá sobre si a qualquer momento e de que não há como a impedir (catástrofes relacionadas à saúde, emocionais e externas).
  3. Emaranhamento/self subdesenvolvido: envolvimento emocional e intimidade em excesso com uma ou mais pessoas importantes, dificultando a individuação integral e desenvolvimento social normal. Crença de que um dos sujeitos envolvidos não conseguirá sobreviver ou ser feliz sem o apoio constante do outro. Pode envolver sentimentos de ser sufocado; vazio e fracasso totais; sem direcionamento; e questionamento da própria existência.
  4. Fracasso: crença de que fracassou ou fracassará inevitavelmente ou de que é inadequado em relação aos colegas em conquistas. Costuma envolver crença de que é burro, inepto, sem talento, inferior, menos exitoso do que os outros, e assim por diante.

LIMITES PREJUDICADOS

Deficiência em limites internos, responsabilidade para com outros indivíduos ou orientação para objetivos de longo prazo. Leva ainformation-boards-105193__180 dificuldades de respeitar os direitos alheios, cooperar com outros, estabelecer compromissos ou definir e cumprir objetivos pessoais realistas. A origem familiar típica caracteriza-se por permissividade, excesso de tolerância, falta de orientação ou sensação de superioridade, em lugar de confrontação, disciplina e limites adequados em relação a assumir responsabilidades, cooperar de forma recíproca e definir objetivos. Em alguns casos, a criança pode não ter sido estimulada a tolerar níveis normais de desconforto e nem ter recebido supervisão, direção ou orientação adequadas.

  1. Merecimento/grandiosidade: crença de que é superior a outras pessoas, de que tem direitos e privilégios especiais, ou de que não está sujeito às regras de reciprocidade que guiam a interação social normal. Envolve a insistência de que se deveria poder fazer tudo o que se queira, independentemente da realidade, do que os outros consideram razoável ou do custo a outras pessoas. Tem a ver com foco exagerado na superioridade para atingir poder e controle. As vezes inclui excessiva ou dominação em relação a outros.
  2. Auto-controle/autodisciplina insuficientes: dificuldade ou recusa a exercer autocontrole e tolerância à frustração com relação aos próprios objetivos ou a limitar a expressão excessiva das próprias emoções e impulsos. Em sua forma mais leve, o paciente apresenta ênfase exagerada na evitação de desconforto: evitando dor, conflito, confrontação e responsabilidade, à custa da realização pessoal, comprometimento ou integridade.

DIRECIONAMENTO PARA O OUTRO

(Foco excessivo nos desejos, sentimentos e solicitações dos outros, àimages (11) custa das próprias necessidades, para obter aprovação, manter o senso de conexão e evitar retaliação. Geralmente, envolve a supressão e a falta de consciência com relação à própria raiva e as próprias inclinações naturais. A origem familiar típica caracteriza-se pela aceitação condicional: as crianças devem suprimir importantes aspectos de si mesmas para receber amor, atenção e aprovação. Em muitas famílias desse tipo, as necessidades emocionais e os desejos dos pais – ou sua aceitação social e seu status – são valorizados mais do que as necessidade e sentimentos de cada filho).

  1. Subjugação: submissão excessiva ao controle dos outros, por sentir-se coagido, submetendo-se para evitar a raiva, a retaliação e o abandono. Existem duas principais formas de subjugação: necessidades e emoções. Envolve a percepção de que os próprios desejos, opiniões e sentimentos não são válidos ou importantes para os outros. Obediência excessiva, hipersensibilidade a sentir-se preso, em alguns casos, leva a um aumento da raiva, manifestada em sintomas desadaptativos.
  2. Auto-sacrifício: foco excessivo no cumprimento voluntário das necessidades de outras pessoas em situações cotidianas, à custa da própria gratificação. Às vezes leva a uma sensação de que as próprias necessidades não estão sendo adequadamente satisfeitas e a ressentimento em relação àqueles que estão sendo cuidados.
  3. Busca de aprovação/ busca de reconhecimento: ênfase excessiva na obtenção de aprovação, reconhecimento ou atenção de outras pessoas, ou no próprio enquadramento, à custa do desenvolvimento de um senso de self seguro e verdadeiro. A auto-estima depende principalmente das reações alheias, em lugar das próprias inclinações naturais. Com freqüência, resulta em importantes decisões não-autênticas nem satisfatórias, ou em hipersensibilidade à rejeição.

SUPERVIGILÂNCIA E INIBIÇÃO

2015-08-28-1440790318-113272-eyes730751_640Ênfase excessiva na supressão dos próprios sentimentos, impulsos e escolhas espontâneas, ou no cumprimento de regras e expectativas internalizadas e rígidas sobre desempenho e comportamento ético, à origem familiar típica é severa, exigente e, às vezes, punitiva: desempenho, dever, perfeccionismo, cumprimento de normas, ocultação de emoções e evitação de erros predominam sobre o prazer, sobre a alegria e sobre o relaxamento. Geralmente, há pessimismo subjacente e preocupação de que as coisas desabarão se não houver vigilância e cuidado o tempo todo.

  1. Negativismo/pessimismo: foco generalizado, que dura a vida toda, nos aspectos negativos, enquanto se minimizam ou negligenciam os aspectos positivos ou otimistas. Expectativa exagerada de que algo vai acabar dando muito errado, ou aspectos que vida que vão bem podem desabar. Medo exagerado de cometer erros, com grande preocupação, vigilância, queixas ou indecisão crônicas.
  2. Inibição emocional: inibição excessiva da ação, dos sentimentos ou da comunicação espontâneos, em geral para evitar a desaprovação alheia, sentimentos de vergonha ou de perda de controle dos próprios impulsos. Áreas comuns da inibição: raiva e agressão; impulsos positivos; expressão de vulnerabilidade, necessidades e sentimentos. Ênfase excessiva na racionalidade, ao mesmo tempo, em que se desconsideram emoções.
  3. Padrões inflexíveis/postura crítica exagerada: crença subjacente de que se deve fazer um grande esforço para atingir elevados padrões internalizados de comportamento e desempenho, via de regra, para evitar críticas. Sentimentos de pressão, dificuldade de relaxar, e posturas críticas exageradas sobre si e os outros. Deve envolver importante prejuízo do prazer, do relaxamento, da saúde, da auto-estima, da sensação de realização ou de relacionamentos insatisfatórios. Se apresentam geralmente como: perfeccionismo, regras rígidas e preocupação com tempo e eficiência.
  4. Postura punitiva: crença de que as pessoas devem ser punidas com severidade quando cometem erros. Tendência de estar com raiva e a ser intolerante com aqueles (incluindo a si próprio) que não correspondem às suas expectativas ou padrões. Inclui dificuldade de perdoar os próprios erros, bem como os alheios, em função de uma relutância a considerar circunstâncias atenuantes, permitir a imperfeição humana ou empatizar com sentimentos.    

ψ Vanessa Ebeling  – CRP 07/19327 ψ

Livro: Terapia do esquema, Jeffrey E. Young.

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