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nov 15

Terapia do Esquema

Esquemas são padrões de funcionamento  que se iniciam desde cedo ( infância e adolescência ) e  que de acordo com os reforçadores, se repetem ao longo da vida,  tornando-se cada vez mais complexos, intensificados e rígidos. lanterns-3São formados por memórias, emoções e sensações em relação a si próprio ou aos relacionamentos com outras pessoas, em especial as mais significativas na infancia.  Os esquemas podem ser negativos, positivos, desadaptativos ou adaptativos. Os esquemas negativos e desadaptativos causam prejuízos na vida adulta. São originados a partir de experiências negativas e repetidas durante a infância e adolescência, incluindo as necessidades emocionais. As necessidades emocionais são universais, ou seja, todas as pessoas necessitam, embora algumas necessitem mais do que outras em virtude de suas características pessoais. Uma pessoa psicologicamente saudável é aquela que durante a infância, teve  satisfeitas de forma adaptativa tais necessidades. a-verdadeira-seguranc3a7aQuando isso não acontece, as necessidades emocionais na vida adulta buscam satisfação através de padrões de funcionamento desadaptativos ( esquemas ). As necessidades emocionais fundamentais para os seres humanos consistem em :

  • Vínculos seguros com outros indivíduos, incluindo estabilidade, cuidado e aceitação;
  • Autonomia, competência e senso de identidade;
  • Liberdade de expressão, incluindo necessidades e emoções validadas e reconhecidas;
  • Espontaneidade e lazer;
  • Limites realistas e autocontrole;

Os esquemas lutam por sua sobrevivência, desta forma, se ativam com a finalidade de serem mantidos e reforçados. As pessoas são atraídas por situações, relacionamentos e pessoas que ativam seus esquemas, de forma que os mesmos possam perpetuar em seu ciclo de reforço e manutenção.  Perpetuação de esquemas refere-se a tudo que o paciente faz ( internamente ou em termos comportamentais ) que ativa o esquema. Incluem todos os pensamentos, sentimentos e comportamentos que acabam por reforçar ou manter o esquema ao invés de curar.  8148780395_e1c59f9aa0A terapia de  esquemas tem como finalidade, auxiliar o paciente a identificar e modificar seus esquemas negativos e desadaptativos, que causam prejuízos em suas vidas, para que encontre formas adaptativas de satisfazer suas necessidades emocionais. Ao identificar seus esquemas e ao se tornar consciente de suas memórias de infância, emoções, sensações, cognições, internalizações e estilos de enfrentamento, o paciente adquire algum controle sobre suas respostas e possibilidade de escolha para a mudança. O tratamento objetiva o enfraquecimento das memórias, emoções, sensações , cognições e internalizações negativas, através da relação terapêutica,  técnicas cognitivas, vivenciais e comportamentais. A terapia do esquema é um método de tratamento cuja proposta é auxiliar os pacientes que por diferentes razões não são beneficiados pelas modalidades terapêuticas tradicionais. O tempo de duração do tratamento pode ser breve, de médio ou longo prazo, variando de acordo com o paciente e sua sintomatologia. Um esquema configura crenças profundamente fortes sobre si , sobre o outro e sobre o mundo. São crenças que constituem tudo aquilo que o paciente conhece. Por mais destrutivas as crenças e os esquemas, estes proporcionam um sentimento de segurança e previsibilidade, portanto, a mudança é muito difícil, pois desequilibra o mundo interno da pessoa.    A cura de esquemas requer disposição para o enfrentamento,  consciência acerca de seu funcionamento, disciplina e adoção de novas práticas comportamentais. Os esquemas não desaparecem totalmente. A cura se dá através da ativação menos freqüente e do sentimento que se torna menos intenso. A resposta a ativação do esquema não o perpetua e sim o enfraquece, através de escolhas saudáveis e visão de si positiva. Terapeuta e paciente trabalham juntos em busca do entendimento acerca dos problemas crônicos e indefinidos, de forma a organizá-los de maneira compreensível. O modelo identifica a trajetória desses esquemas desde a infância até o presente, com ênfase particular nos relacionamentos interpessoais.infancia-foto Usando o modelo, os pacientes obtêm a capacidade de identificar e aceitar suas dificuldades e abrir mão de um funcionamento prejudicial à sua vida.  Quando os pacientes repetem junto ao terapeuta, padrões disfuncionais baseados em seus esquemas, o terapeuta os confronta, empaticamente, apontando as razões para a mudança.  A avaliação consiste na entrevista sobre a história de vida, questionários de esquemas e estilos parentais, tarefas de auto monitoramento e exercícios com imagens mentais e sensações que ativam esquemas e ajudam os pacientes a estabelecer vínculos emocionais entre problemas atuais e experiências da infância. O plano de tratamento inclui psicoeducação, técnicas cognitivas, vivenciais e comportamentais, bem como componentes curativos da relação terapeuta-paciente.

ψ Vanesssa Ebeling – CRP 07/19327ψ

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